SIPAC - Sistema de Informações do Patrimônio Cultural da Bahia

Educação e Preservação

Preservação do Patrimônio Cultural

O Tejo é mais belo do que o rio que corre pela minha aldeia
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
Fernando Pessoa

O conceito de Patrimônio Cultural é formado a partir de outros dois conceitos: Cultura e Patrimônio.

A Cultura é representada por todos os modos de ser, viver, pensar e falar de uma determinada comunidade. É influenciada pela geografia local – espaço, clima, vegetação, e por sua história – origem, formação, desenvolvimento.

Por isso, quando pensamos em cultura pensamos em diversidade, pois cada cidadezinha, cada comunidade, tem características muito próprias que as diferenciam de outras comunidades. Aos diversos elementos que compõem a cultura de um lugar damos o nome de Bens Culturais.

O Patrimônio carrega em si a noção de posse e é relacionado aos bens valiosos, cultivados, conservados, cuidados e transmitidos por herança.

A partir desses conceitos podemos dizer que Patrimônio Cultural são todos aqueles bens culturais aos quais atribuímos valor social e representam a herança que deixaremos para nossos filhos e netos. O Patrimônio Cultural também tem valor pela sua capacidade de conter memórias coletivas e por sua singularidade e valor excepcional passam a ser legalmente salvaguardados pelo Município, pelo Estado ou pela União.

Os Bens Culturais característicos de determinado lugar permitem que esse lugar e as pessoas que vivem nele tenham uma identidade própria, única, singular, diferente dos outros lugares. Outra característica é que esses bens culturais não pertencem apenas a uma pessoa ou a um grupo de pessoas. Eles pertencem a toda coletividade. São bens coletivos. E sua importância é para o conjunto da população que eles caracterizam.

Portanto, a definição do que é Patrimônio Cultural varia de acordo com as pessoas que atribuem valor a esses bens e ao momento histórico em que eles são pensados como valor cultural. Assim a noção de patrimônio é relativa. Depende do ponto de vista de quem fala, do que fala e para quem se fala e dos vários pontos de vista que se pode sobrepor como o afetivo, o monetário, o ambiental, o cultural.

O patrimônio cultural é formado pelos Bens Materiais e pelos Bens Imateriais.

São materiais os bens imóveis – prédios, monumentos, conjuntos urbanos, sítios arqueológicos; os bens móveis – artefatos, obras de arte, objetos arqueológicos; e os bens integrados – pinturas parietais, esculturas e adornos integrados em edificações. Chamamos de imateriais as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas, ou seja, aqueles bens cuja existência depende da contínua ação humana.

Mas um não existe sem o outro. Simplificando, pode-se dizer que o valor do bem material tem relação com a história, com as memórias coletivas e com conhecimentos e técnicas a ele incorporadas. Por outro lado, a visibilidade e mesmo a existência do bem imaterial depende de sua contraparte material – espaço físico, objetos e adereços, figurino, cenário, instrumentos.

A PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL

Patrimônio e preservação são dois conceitos que sempre estão intimamente ligados.
Quando pensamos em patrimônio cultural devemos ter em mente que seu valor é dado pelo que ele representa para a memória coletiva e para a memória individual. É a parte visível de um passado comum a todos, e cujo significado depende da emoção e da memória que a ele se vinculam.

Quando falamos em preservação, estamos pensando em manter as características que fizeram daquele bem um patrimônio cultural do Município, do Estado ou da União. A preservação implica em conservar as características físicas do bem e mantê-lo como parte integrante da vida da comunidade.

Ao conjunto de ações que garantem a preservação do patrimônio chamamos salvaguarda. Essas ações de caráter legal, preventivo, restaurativo, educativo e dinamizador têm como efeitos a conservação das características do patrimônio e sua (re)inserção na vida da comunidade:

Ação Educativa

Proteção legal

Tombamento – bens móveis, imóveis e integrados
Inventário
Registro – bens imateriais

Intervenção – conservação, recuperação e restauração de bens materiais

Dinamização – difusão, sustentabilidade

Na preservação de bens de cultura, consideramos fundamental a participação da comunidade onde o bem está inserido, mas também é fundamental o compromisso do poder público com a proteção e conservação do legado coletivo.

TERRITÓRIOSDE IDENTIDADE

  • 01Irecê
  • 02Velho Chico
  • 03Chapada Diamantina
  • 04Sisal
  • 05Litoral Sul
  • 06Baixo Sul
  • 07Extremo Sul
  • 08Médio Sudoeste da Bahia
  • 09Vale do Jequiriçá
  • 10Sertão do São Francisco
  • 11Bacia do Rio Grande
  • 12Bacia do Paramirim
  • 13Sertão Produtivo
  • 14Piemonte do Paraguaçu
  • 15Bacia do Jacuípe
  • 16Piemonte da Diamantina
  • 17Semiárido Nordeste II
  • 18Litoral Norte e Agreste Baiano
  • 19Portal do Sertão
  • 20Vitória da Conquista
  • 21Recôncavo
  • 22Médio Rio de Contas
  • 23Bacia do Rio Corrente
  • 24Itaparica
  • 25Piemonte Norte do Itapicuru
  • 26Metropolitano de Salvador
  • 27Costa do Descobrimento
  • Tombamentos e Registros sem Território Definido

Patrimônio Cultural na Bahia

  • Governo do Estado da Bahia
  • IPAC
Centro Histórico de Salvador, Rua 28 de Setembro, nº 15 - Centro, Salvador-BA - CEP: 40.020-246 - Tel.: 71 3117-6480